Universidade de
Brasília - UnB
Curso de
Especialização em Gestão Escolar
Disciplina: TIC, inovação educacional e gestão escolar Professor/autor:
Pedro Ferreira de Andrade
Professora Tutora:
Maria Paula Vasconcelos
Cursista: Ergina da
Silva Lima – Turma B
FICHAMENTO
nº 02
Texto:
Gestão de Tecnologias na Escola
Autora:
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida
ALMEIDA, M. E. B. Gestão de
tecnologias na escola. Série “Tecnologia e Educação: Novos tempos, outros
rumos” - Programa Salto para o Futuro, Setembro, 2002.
Disponível
em <http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/145723IntegracaoTec.pdf> Acesso em: 08/07/2013.
RESUMO
A autora elabora um pequeno
histórico referente a introdução da tecnologia na educação e sobre a
importância das tecnologias de informação e comunicação - TIC na escola. Alerta
de que as TICs não são elementos fundamentais para as possíveis mudanças educacionais,
mas que são suportes educacionais. Mostra de que é possível criar redes de
conhecimentos através da qualidade de interação e que a formação continuada e
em serviço, dos educadores, é fator determinante para a superação dos problemas
relacionados à prática pedagógica envolvendo as TICs. Mostra que os educadores
têm tido acesso a sua formação tecnológica, o que considera um avanço. Porem
aponta algumas dificuldades a serem enfrentadas pelos educadores nas escolas
tais como: ausência de condições físicas, materiais e técnicas adequadas,
dirigentes escolares pouco familiarizados com a tecnologia. Considera
importante e fundamental a participação dos gestores, como líder escolar, na
prática pedagógicas e reforça de que estes devem criam uma nova cultura da
escola, incorporando as TICs às práticas escolares. Mostra que a saída para os
impasses na formação dos educadores está na formação continuada à distância,
através dos ambientes virtuais. Os educadores terão oportunidades de interagir
com outros profissionais, trocar experiências, compartilhar valores e
motivações. Alerta que cada profissional da educação é responsável pela sua
formação continuada e em serviço.
02) Citações principais do texto
“As tecnologias de informação e comunicação
foram inicialmente introduzidas na educação para informatizar as atividades
administrativas visando agilizar o controle e a gestão técnica” (...)
“Posteriormente, as TIC começaram a adentrar no ensino e na aprendizagem sem
uma real integração às atividades de sala de aula, mas como atividades
adicionais” (p.1).
“Tais atividades levaram à compreensão
de que o uso das tecnologias de informação e comunicação - TIC na escola, (...)
contribui para expandir o acesso à informação atualizada; (...) permitem
estabelecer novas relações com o saber; (...) criam-se possibilidades de
redimensionar o espaço escolar (...) propiciando a gestão participativa, o
ensino e a aprendizagem em um processo colaborativo” (p.1).
“Não se pode esperar que as TIC
funcionem como catalisadores dessa mudança, uma vez que não basta o rápido
acesso a informações atualizadas continuamente, nem a simples adoção de novos
métodos e estratégias de ensino ou de gestão” (p.2).
“O fator primordial para a criação de
comunidades e culturas colaborativas de aprendizagem, intercâmbio e colaboração
é a qualidade da interação, quer presencial ou a distância, cuja criação poderá
viabilizar-se a partir da formação continuada e em serviço do educador” (p.2).
“Nessa formação, (...) o educador terá
a oportunidade de identificar e analisar as problemáticas envolvidas em sua
atuação, na sua escola, no sistema educacional e na sociedade, bem como
participar de comunidades que buscam encontrar alternativas para superar tais
problemáticas com base em novos paradigmas e metodologias que lhe permitam
identificar contribuições das TIC para transformar o seu fazer profissional”
(p.2).
“As TIC podem ser incorporadas na
escola como suporte para: a comunicação entre os educadores da escola, pais,
especialistas, membros da comunidade e de outras organizações; a criação de um
fluxo de informações e troca de experiências” (p.3).
“Várias atividades de formação de
educadores para o uso pedagógico das TIC têm se desenvolvido na modalidade de
formação em serviço” (...) “Mesmo assim, outras dificuldades se fazem
presentes, as quais se relacionam tanto com a ausência de condições físicas,
materiais e técnicas adequadas, quanto com a postura dos dirigentes escolares,
pouco familiarizados com a questão tecnológica” (p.3).
“Isto dificulta a sua compreensão a
respeito da potencialidade das TIC para a melhoria de qualidade do processo de
ensino e de aprendizagem, bem como para a gestão escolar participativa” (p.
4).
.
“A superação da dicotomia entre o
pedagógico e o técnico-administrativo, instalada na cultura escolar, encontra
eco em concepções educacionais que enfatizam o trabalho em equipe, a gestão de
lideranças e a concepção e o desenvolvimento do projeto político-pedagógico da
escola, tendo em vista a escola como organização viva que aprende empregando
todos os recursos disponíveis, entre os quais as TIC” (p.4).
“A incorporação das TIC na escola vem
se concretizando com maior frequência nas situações em que diretores e
comunidade escolar se envolvem nas atividades como sujeitos do trabalho em
realização” (...) “Daí a importância da formação de todos os profissionais que
atuam na escola, fortalecendo o papel da direção na gestão das TIC e na busca de
condições para o seu uso no processo de ensino e de aprendizagem” (p.4).
“A incorporação das TIC na escola e na
prática pedagógica não mais se limita à formação dos professores, mas se volta
também para a preparação de dirigentes escolares e seus colaboradores,
propiciando-lhes o domínio das TIC para que possam auxiliar na gestão escolar
(...) De modo semelhante, o coordenador
pedagógico terá a oportunidade de rever-se e de analisar as contribuições das
TIC para desempenhar o papel de articulador entre as dimensões pedagógicas e
administrativas da escola” (p.5).
“A par disso, observa-se a
disponibilidade de ambientes virtuais para a formação e a criação de
comunidades colaborativas (...) em torno de atividades que permitam trilhar
novos caminhos na formação continuada a distância, baseada em um trabalho
contextualizado na realidade da escola, sem afastar de seu contexto de atuação
o educador em formação” (p.5).
“Tais ambientes virtuais, denominados
também de redes colaborativas de aprendizagem, permitem aos participantes trocar
informações e respectivas experiências, estimular a discussão de problemáticas
e temas de interesses comuns, incentivar o desenvolvimento de atividades
colaborativas para compreender seus problemas e encontrar alternativas para
enfrentá-los e sobrepujá-los” (p.6).
“Em um ambiente virtual de
aprendizagem, cada pessoa tem a oportunidade de percorrer distintos caminhos,
os nós e as conexões existentes entre informações, textos e imagens; criar novas
conexões, ligar contextos, mídias e recursos. Cada nó representa um espaço de
referência e interação que pode ser visitado, explorado, trabalhado, não
caracterizando local de visita obrigatória” (p.6).
“Os participantes desse ambiente são
incitados a ler e a interpretar o pensamento do outro, expressar ideias próprias
através da escrita, conviver com a diversidade e a singularidade, trocar
experiências, realizar simulações, testar hipóteses, resolver problemas e criar
novas situações, engajando-se na construção coletiva de uma ecologia da
informação, na qual o foco não é a tecnologia, mas a atividade humana em
realização. Cada
participante do ambiente compartilha valores, motivações, hábitos e práticas;
torna-se receptor e emissor de informações, leitor, escritor e comunicador”
(p.6).
“O uso das TIC na gestão escolar permite:
registrar e atualizar instantaneamente a sua documentação; criar um sistema de acompanhamento
e participação da comunidade interna e externa à escola por meio de ambientes
virtuais; definir metodologias de avaliação adequadas e compatíveis com
critérios democráticos e participativos; trocar informações e experiências com
a comunidade, identificando talentos e potencialidades que possam contribuir
com a evolução conjunta de problemáticas tanto da escola como da comunidade;
discutir e tomar decisões compartilhadas” (p.7).
“Assim, gestores escolares terão
informações disponíveis que lhes permitam identificar problemas e buscar
alternativas de solução por meio do diálogo; selecionar e articular informações
que tragam subsídios à tomada de decisões; acompanhar em nível macro as ações
desenvolvidas tanto no âmbito administrativo quanto pedagógico, de modo a
adquirir uma visão do todo da escola; identificar e incentivar as ações
inovadoras e criar uma rede de comunicação que possa favorecer a constituição
da escola como u
“Anuncia-se um novo tempo, cabendo a
cada educador, seja gestor ou professor, participar de processos de formação
continuada e em serviços que criam a oportunidade de formação de redes
colaborativas de aprendizagem apoiadas em ambientes virtuais para encontrar, no
coletivo da escola, o caminho evolutivo mais condizente e promissor de acordo
com a identidade da escola e com o contexto em que se encontra inserida” (p.9)
3) Comentários:
A autora cita algumas ideias dos
benefícios do uso das tecnologias de informação e comunicação - TIC no qual
concordo que esse é um recurso que transformador e que poderá provocar motivação
e uma melhor aprendizagem aos alunos. Alerta, porém que as TIC somente não resolverão
os problemas educacionais, mas é um complemento que poderá ser incluído nas
salas de aula e que é de fundamental importância a participação de todos
envolvidos na educação escolar. Não adianta uma escola equipada se os
profissionais não estiverem preparados para usá-los. Fala da importância da
formação continuada e em serviço e da adequação do ambiente, onde todos poderão
e deverão participar. Coloca o gestor como responsável pela implantação das TIC
na escola e que este também deverá estar incluso na formação. O coordenador articulará
ações pedagógicas e administrativas criando comunidades colaborativas interligando
a sala de aula com o mundo exterior. Importante alerta quando a autora reforça
a ideia da responsabilidade de participação individual nos ambientes virtuais,
mas com possibilidades de crescimento coletivo. Percebe-se a importância do uso
das TIC para que possa visualizar os problemas de cada escola e em conjunto
buscar saídas e soluções. A busca de soluções compartilhada reforça a
importância de uma gestão democrática no processo educacional.
4) Questionamentos:
É
indiscutível o valor das tecnologias de informação e comunicação - TIC para
todos e principalmente para os alunos e professores. Presenciamos nas escolas
uma motivação extra dos alunos em participar das aulas onde são utilizadas as
tecnologias existentes como as máquinas no laboratório, o uso do datashow, mas alguns professores não os consideram
importantes, acham que é divertido para os alunos e, portanto desnecessário. É
incompreensível este embate entre professor e estudantes. As aulas devem ser
“chatas”, pois os alunos são “chatos”. Rubem Alves numa entrevista declarou que
os professores não sabendo como lidar com a indisciplina dos alunos tiram
notas, reprovam. Focamos este ponto por considerar que além da formação
continuada e em serviço dos profissionais é preciso melhorar as relações
interpessoais no interior das escolas. É preciso abrir este parêntese para
reflexão, pois para os professores, generalizamos aqui, por considerar que eles
são maioria, ainda não estão preparados para ministrar uma aula agradável,
usando os softwares sociais, os tabletes, os laptops, os celulares pessoais, onde os estudantes se sintam
motivados e aprendam e os professores menos cansados e estressados. É possível
construir uma escola tecnológica e afetiva?
Ergina da Silva Lima
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