Universidade de
Brasília - UnB
Curso de
Especialização em Gestão Escolar
Disciplina: TIC, inovação educacional e gestão escolar Professor/autor:
Pedro Ferreira de Andrade
Professora Tutora:
Maria Paula Vasconcelos
Cursista: Ergina da Silva Lima – Turma B
FICHAMENTO nº 01
VIEIRA,
Alexandre Thomaz. Funções e Papéis da
Tecnologia na Gestão Escola. São Paulo, PUC-SP, 2004. Disponível em: http://www.eadconsultoria.com.br/matapoio /biblioteca/textos_pdf/texto01.pdf > Acesso em: 29/06/2013.
RESUMO
O autor analisa como a tecnologia
poderá contribuir com os gestores e abre uma discussão sobre conhecimento, dado
e informação. Sustenta a ideia de que o sucesso dos projetos escolares depende em
conhecer a real necessidade de cada instituição, o que a escola precisa, o que
lhe é disponível e o que se pode
construir com cada um. Vieira (2004) define quais os procedimentos que os
gestores deverão adotar para a obtenção de conhecimento. Retrata também as
fases consideradas relevantes para a implantação das tecnologias de informação
(TI) nas escolas.
02) Citações principais do texto
“ Sabemos dos vários benefícios que a
tecnologia pode gerar no trabalho pedagógico com o aluno” (...) “Sabemos também
que esse trabalho só se concretiza quando o professor domina os conceitos e as
práticas com a tecnologia, transpondo-os para o seu trabalho pedagógico e
aplicando-os no cotidiano da sala de aula” (p. 1).
“ O grande problema em foco da gestão
escolar é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da equipe de
direção e coordenação da escola” (p.1).
“Conhecimento não é dado nem
informação, embora ambos estejam relacionados. A confusão entre dado, informação
e conhecimento gera enormes gastos de tempo e dinheiro em projetos que nem
sempre são adequados para uma certa instituição. O sucesso ou o fracasso
organizacional depende, muitas vezes, em saber de quais deles precisamos, com
quais contamos e o que podemos fazer com cada um” (p.1).
“Os dados são conjuntos de fatos
distintos e objetivos, relativos a eventos” (p. 1)
“Informação, na forma de documento ou
de uma comunicação audível ou visível, é uma mensagem. (...) No entanto, para
ser considerada informação a mensagem precisa ser aceita pelo receptor, pois se
ele a julgar desprovida de sentido, ela não será considerada” (p.2).
“Computadores podem ser grandes
aliados dos gestores na transformação de dados ou informações. No entanto,
raramente podem ajudá-los no que se refere ao contexto que permitem dar um
sentido aos dados” (p. 3)
“ O conhecimento tem caráter humano e
é mais amplo, mais profundo e bem mais rico do que os dados e as informações.
Quando nos referimos a indivíduos, podemos falar que são esclarecidos,
informados e que têm conhecimentos sobre um determinado assunto, o mesmo não se
pode dizer de manuais e livros. Esses últimos podem estar repletos de
informações, mas não de conhecimentos” (p.3)
“Conhecimentos derivam de informações,
da mesma maneira que informações, derivam de dados. A capacidade de transformar
informação em conhecimento não pode ser realizada por uma máquina, sem a
interferência da mente humana” (p.4).
“Se pretendemos ter um ambiente com
tecnologia em que o conhecimento possa fluir constantemente, temos que criar
condições para que um determinado conhecimento possa ser acessado, seja por
meio de relações diretas (presenciais ou virtuais) entre pessoas que os detêm”
(p.5)
“A criação de um ambiente
informatizado, que tenha como objetivo gerenciar dados e informações para
permitir a criação e melhoria de conhecimento sobre os processos da escola
requer de nossa parte, muito bom senso” (p.5).
“A criação de ambientes informatizados
na organização para apoio à gestão do conhecimento deverá considerar os
processos pelos quais são feitas as trocas de informação e a cultura de
colaboração existente. (...) A prática de trabalho dos professores, geralmente
isolada nas salas de aula, dificulta sobremaneira a criação de uma cultura de
colaboração. Por isso, há necessidade do gestor planejar a existência de
momentos de troca de experiências entre professores e funcionários” (p. 6).
“ (...) Quando um sistema é
implementado em culturas organizacionais previamente estabelecidas, a forma
pela qual as informações são organizadas e produzidas interage com a cultura já
existente, criando situações que resultam em sintonia e reforço ou em dissonância
e oposição. Tudo isso aponta para a necessidade de clareza e coesão da equipe
sobre os objetivos pretendidos pela organização” (p.8)
3) Comentários:
Segundo o autor a tecnologia pode
gerar benefícios pedagógicos aos alunos, porém se faz necessário que o
professor domine os conceitos e as práticas tecnológicas. Acrescenta que o
problema maior da gestão escolar é saber como utilizar a tecnologia. Percebe-se
entre os muros da escola certa angústia dos professores e gestores no domínio da tecnologia,
não possuem teoria e nem a prática. Os
alunos não têm o conhecimento conceitual, porém dominam a prática com
habilidades. Esse é um impasse escolar. Os professores tidos como os detentores
do saber, se vêm numa posição desprivilegiada. Como manter o poder sobre seus
alunos se estão despreparados para enfrenta-los. Para evitar o confronto
afastam-se do uso da tecnologia, optam pela praticidade e domínio provocados
pelo quadro e pincel. Afundam-se nas cópias enfadonhas, nos resumos sem
direcionamentos e na falta de debate. Houvesse mais abertura, os professores e
gestores poderiam utilizar dos conhecimentos dos alunos para uma aprendizagem
dialógica e horizontal, proposta pelo educador Paulo Freire, onde professor aprende
com os alunos e vice-versa.
Percebemos através do texto de que
é possível construir uma escola tecnológica, voltada para os anseios dos
alunos. Para tanto é preciso que cada instituição detecte suas lacunas e
interfira com ações apropriadas. Para tanto é preciso ter bom senso, planejamento,
organização, conhecimento e foco de combate. Cada gestor deverá articular para
que a tecnologia não seja levada até os alunos de forma individualizada, mas na
participação de todos.
4)
Questionamentos:
A
tecnologia se faz presente nos centros urbanos e timidamente nos interiores.
Para que amplie a ideia de uma educação inclusa e sem fronteiras é preciso
investir mais em educação, em salários dos profissionais para que estes possam
ter acesso aos meios tecnológicos. A formação continuada desses profissionais poderá
ocorrer através da sua valorização. Apenas as máquinas existentes nas escolas
não são suficientes para atender a todos profissionais. Como aprender a usar e
inovar o ensino se além da motivação intrínseca, falta a motivação externa e
esta não depende dos profissionais? É possível discutir a importância das Tecnologias
de Informações e Comunicações (TIC) para a melhoria do ensino, se nas nossas
escolas públicas faltam o mínimo necessário para o bom andamento da
aprendizagem... cadeira, merenda, afeto, diálogo. Sonhemos, pois ainda é o que
podemos realizar.
Ergina da Silva Lima
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