terça-feira, 9 de julho de 2013

Fichamento 1 - Funções e papéis da tecnologia

Universidade de Brasília - UnB
Curso de Especialização em Gestão Escolar
Disciplina: TIC, inovação educacional e gestão escolar Professor/autor: Pedro Ferreira de Andrade
Professora Tutora: Maria Paula Vasconcelos
Cursista: Ergina da Silva Lima – Turma B
FICHAMENTO nº 01
VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e Papéis da Tecnologia na Gestão Escola. São Paulo, PUC-SP, 2004. Disponível em: http://www.eadconsultoria.com.br/matapoio                                         /biblioteca/textos_pdf/texto01.pdf > Acesso em:  29/06/2013.
RESUMO
           O autor analisa como a tecnologia poderá contribuir com os gestores e abre uma discussão sobre conhecimento, dado e informação. Sustenta a ideia de que o sucesso dos projetos escolares depende em conhecer a real necessidade de cada instituição, o que a escola precisa, o que lhe é  disponível e o que se pode construir com cada um. Vieira (2004) define quais os procedimentos que os gestores deverão adotar para a obtenção de conhecimento. Retrata também as fases consideradas relevantes para a implantação das tecnologias de informação (TI) nas escolas.
02) Citações principais do texto
“ Sabemos dos vários benefícios que a tecnologia pode gerar no trabalho pedagógico com o aluno” (...) “Sabemos também que esse trabalho só se concretiza quando o professor domina os conceitos e as práticas com a tecnologia, transpondo-os para o seu trabalho pedagógico e aplicando-os no cotidiano da sala de aula” (p. 1).
“ O grande problema em foco da gestão escolar é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da equipe de direção e coordenação da escola” (p.1).
“Conhecimento não é dado nem informação, embora ambos estejam relacionados. A confusão entre dado, informação e conhecimento gera enormes gastos de tempo e dinheiro em projetos que nem sempre são adequados para uma certa instituição. O sucesso ou o fracasso organizacional depende, muitas vezes, em saber de quais deles precisamos, com quais contamos e o que podemos fazer com cada um” (p.1).
“Os dados são conjuntos de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos” (p. 1)
“Informação, na forma de documento ou de uma comunicação audível ou visível, é uma mensagem. (...) No entanto, para ser considerada informação a mensagem precisa ser aceita pelo receptor, pois se ele a julgar desprovida de sentido, ela não será considerada” (p.2).
“Computadores podem ser grandes aliados dos gestores na transformação de dados ou informações. No entanto, raramente podem ajudá-los no que se refere ao contexto que permitem dar um sentido aos dados” (p. 3)
“ O conhecimento tem caráter humano e é mais amplo, mais profundo e bem mais rico do que os dados e as informações. Quando nos referimos a indivíduos, podemos falar que são esclarecidos, informados e que têm conhecimentos sobre um determinado assunto, o mesmo não se pode dizer de manuais e livros. Esses últimos podem estar repletos de informações, mas não de conhecimentos” (p.3)
“Conhecimentos derivam de informações, da mesma maneira que informações, derivam de dados. A capacidade de transformar informação em conhecimento não pode ser realizada por uma máquina, sem a interferência da mente humana” (p.4).
“Se pretendemos ter um ambiente com tecnologia em que o conhecimento possa fluir constantemente, temos que criar condições para que um determinado conhecimento possa ser acessado, seja por meio de relações diretas (presenciais ou virtuais) entre pessoas que os detêm” (p.5)
“A criação de um ambiente informatizado, que tenha como objetivo gerenciar dados e informações para permitir a criação e melhoria de conhecimento sobre os processos da escola requer de nossa parte, muito bom senso” (p.5).
“A criação de ambientes informatizados na organização para apoio à gestão do conhecimento deverá considerar os processos pelos quais são feitas as trocas de informação e a cultura de colaboração existente. (...) A prática de trabalho dos professores, geralmente isolada nas salas de aula, dificulta sobremaneira a criação de uma cultura de colaboração. Por isso, há necessidade do gestor planejar a existência de momentos de troca de experiências entre professores e funcionários” (p. 6).
“ (...) Quando um sistema é implementado em culturas organizacionais previamente estabelecidas, a forma pela qual as informações são organizadas e produzidas interage com a cultura já existente, criando situações que resultam em sintonia e reforço ou em dissonância e oposição. Tudo isso aponta para a necessidade de clareza e coesão da equipe sobre os objetivos pretendidos pela organização” (p.8)
3) Comentários:
Segundo o autor a tecnologia pode gerar benefícios pedagógicos aos alunos, porém se faz necessário que o professor domine os conceitos e as práticas tecnológicas. Acrescenta que o problema maior da gestão escolar é saber como utilizar a tecnologia. Percebe-se entre os muros da escola certa angústia  dos professores e gestores no domínio da tecnologia, não possuem  teoria e nem a prática. Os alunos não têm o conhecimento conceitual, porém dominam a prática com habilidades. Esse é um impasse escolar. Os professores tidos como os detentores do saber, se vêm numa posição desprivilegiada. Como manter o poder sobre seus alunos se estão despreparados para enfrenta-los. Para evitar o confronto afastam-se do uso da tecnologia, optam pela praticidade e domínio provocados pelo quadro e pincel. Afundam-se nas cópias enfadonhas, nos resumos sem direcionamentos e na falta de debate. Houvesse mais abertura, os professores e gestores poderiam utilizar dos conhecimentos dos alunos para uma aprendizagem dialógica e horizontal, proposta pelo educador Paulo Freire, onde professor aprende com os alunos e vice-versa.
            Percebemos através do texto de que é possível construir uma escola tecnológica, voltada para os anseios dos alunos. Para tanto é preciso que cada instituição detecte suas lacunas e interfira com ações apropriadas. Para tanto é preciso ter bom senso, planejamento, organização, conhecimento e foco de combate. Cada gestor deverá articular para que a tecnologia não seja levada até os alunos de forma individualizada, mas na participação de todos.
4) Questionamentos:
            A tecnologia se faz presente nos centros urbanos e timidamente nos interiores. Para que amplie a ideia de uma educação inclusa e sem fronteiras é preciso investir mais em educação, em salários dos profissionais para que estes possam ter acesso aos meios tecnológicos. A formação continuada desses profissionais poderá ocorrer através da sua valorização. Apenas as máquinas existentes nas escolas não são suficientes para atender a todos profissionais. Como aprender a usar e inovar o ensino se além da motivação intrínseca, falta a motivação externa e esta não depende dos profissionais? É possível discutir a importância das Tecnologias de Informações e Comunicações (TIC) para a melhoria do ensino, se nas nossas escolas públicas faltam o mínimo necessário para o bom andamento da aprendizagem... cadeira, merenda, afeto, diálogo. Sonhemos, pois ainda é o que podemos realizar.
Ergina da Silva Lima


Nenhum comentário:

Postar um comentário