sexta-feira, 19 de julho de 2013

Fichamento nº 2 - Gestão de Tecnologias na Escola

Universidade de Brasília - UnB
Curso de Especialização em Gestão Escolar
Disciplina: TIC, inovação educacional e gestão escolar                                            Professor/autor: Pedro Ferreira de Andrade
Professora Tutora: Maria Paula Vasconcelos
Cursista: Ergina da Silva Lima – Turma B

FICHAMENTO nº 02
Texto: Gestão de Tecnologias na Escola
Autora: Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida
ALMEIDA, M. E. B. Gestão de tecnologias na escola. Série “Tecnologia e Educação: Novos tempos, outros rumos” - Programa Salto para o Futuro, Setembro, 2002.
Disponível em <http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/145723IntegracaoTec.pdf>                               Acesso em:  08/07/2013.
RESUMO
            A autora elabora um pequeno histórico referente a introdução da tecnologia na educação e sobre a importância das tecnologias de informação e comunicação - TIC na escola. Alerta de que as TICs não são elementos fundamentais para as possíveis mudanças educacionais, mas que são suportes educacionais. Mostra de que é possível criar redes de conhecimentos através da qualidade de interação e que a formação continuada e em serviço, dos educadores, é fator determinante para a superação dos problemas relacionados à prática pedagógica envolvendo as TICs. Mostra que os educadores têm tido acesso a sua formação tecnológica, o que considera um avanço. Porem aponta algumas dificuldades a serem enfrentadas pelos educadores nas escolas tais como: ausência de condições físicas, materiais e técnicas adequadas, dirigentes escolares pouco familiarizados com a tecnologia. Considera importante e fundamental a participação dos gestores, como líder escolar, na prática pedagógicas e reforça de que estes devem criam uma nova cultura da escola, incorporando as TICs às práticas escolares. Mostra que a saída para os impasses na formação dos educadores está na formação continuada à distância, através dos ambientes virtuais. Os educadores terão oportunidades de interagir com outros profissionais, trocar experiências, compartilhar valores e motivações. Alerta que cada profissional da educação é responsável pela sua formação continuada e em serviço.

02) Citações principais do texto
“As tecnologias de informação e comunicação foram inicialmente introduzidas na educação para informatizar as atividades administrativas visando agilizar o controle e a gestão técnica” (...) “Posteriormente, as TIC começaram a adentrar no ensino e na aprendizagem sem uma real integração às atividades de sala de aula, mas como atividades adicionais”  (p.1).
“Tais atividades levaram à compreensão de que o uso das tecnologias de informação e comunicação - TIC na escola, (...) contribui para expandir o acesso à informação atualizada; (...) permitem estabelecer novas relações com o saber; (...) criam-se possibilidades de redimensionar o espaço escolar (...) propiciando a gestão participativa, o ensino e a aprendizagem em um processo colaborativo” (p.1).                            
“Não se pode esperar que as TIC funcionem como catalisadores dessa mudança, uma vez que não basta o rápido acesso a informações atualizadas continuamente, nem a simples adoção de novos métodos e estratégias de ensino ou de gestão” (p.2).        
 “O fator primordial para a criação de comunidades e culturas colaborativas de aprendizagem, intercâmbio e colaboração é a qualidade da interação, quer presencial ou a distância, cuja criação poderá viabilizar-se a partir da formação continuada e em serviço do educador” (p.2).                                 
“Nessa formação, (...) o educador terá a oportunidade de identificar e analisar as problemáticas envolvidas em sua atuação, na sua escola, no sistema educacional e na sociedade, bem como participar de comunidades que buscam encontrar alternativas para superar tais problemáticas com base em novos paradigmas e metodologias que lhe permitam identificar contribuições das TIC para transformar o seu fazer profissional” (p.2).                                                                                                                                              
“As TIC podem ser incorporadas na escola como suporte para: a comunicação entre os educadores da escola, pais, especialistas, membros da comunidade e de outras organizações; a criação de um fluxo de informações e troca de experiências” (p.3).
“Várias atividades de formação de educadores para o uso pedagógico das TIC têm se desenvolvido na modalidade de formação em serviço” (...) “Mesmo assim, outras dificuldades se fazem presentes, as quais se relacionam tanto com a ausência de condições físicas, materiais e técnicas adequadas, quanto com a postura dos dirigentes escolares, pouco familiarizados com a questão tecnológica” (p.3).            
“Isto dificulta a sua compreensão a respeito da potencialidade das TIC para a melhoria de qualidade do processo de ensino e de aprendizagem, bem como para a gestão escolar participativa” (p. 4).                                          .                                                                                                             
“A superação da dicotomia entre o pedagógico e o técnico-administrativo, instalada na cultura escolar, encontra eco em concepções educacionais que enfatizam o trabalho em equipe, a gestão de lideranças e a concepção e o desenvolvimento do projeto político-pedagógico da escola, tendo em vista a escola como organização viva que aprende empregando todos os recursos disponíveis, entre os quais as TIC” (p.4).                      
“A incorporação das TIC na escola vem se concretizando com maior frequência nas situações em que diretores e comunidade escolar se envolvem nas atividades como sujeitos do trabalho em realização” (...) “Daí a importância da formação de todos os profissionais que atuam na escola, fortalecendo o papel da direção na gestão das TIC e na busca de condições para o seu uso no processo de ensino e de aprendizagem” (p.4).
“A incorporação das TIC na escola e na prática pedagógica não mais se limita à formação dos professores, mas se volta também para a preparação de dirigentes escolares e seus colaboradores, propiciando-lhes o domínio das TIC para que possam auxiliar na gestão escolar (...)  De modo semelhante, o coordenador pedagógico terá a oportunidade de rever-se e de analisar as contribuições das TIC para desempenhar o papel de articulador entre as dimensões pedagógicas e administrativas da escola” (p.5).
“A par disso, observa-se a disponibilidade de ambientes virtuais para a formação e a criação de comunidades colaborativas (...) em torno de atividades que permitam trilhar novos caminhos na formação continuada a distância, baseada em um trabalho contextualizado na realidade da escola, sem afastar de seu contexto de atuação o educador em formação” (p.5).
“Tais ambientes virtuais, denominados também de redes colaborativas de aprendizagem, permitem aos participantes trocar informações e respectivas experiências, estimular a discussão de problemáticas e temas de interesses comuns, incentivar o desenvolvimento de atividades colaborativas para compreender seus problemas e encontrar alternativas para enfrentá-los e sobrepujá-los” (p.6).
“Em um ambiente virtual de aprendizagem, cada pessoa tem a oportunidade de percorrer distintos caminhos, os nós e as conexões existentes entre informações, textos e imagens; criar novas conexões, ligar contextos, mídias e recursos. Cada nó representa um espaço de referência e interação que pode ser visitado, explorado, trabalhado, não caracterizando local de visita obrigatória” (p.6).
“Os participantes desse ambiente são incitados a ler e a interpretar o pensamento do outro, expressar ideias próprias através da escrita, conviver com a diversidade e a singularidade, trocar experiências, realizar simulações, testar hipóteses, resolver problemas e criar novas situações, engajando-se na construção coletiva de uma ecologia da informação, na qual o foco não é a tecnologia, mas a atividade humana em realização. Cada participante do ambiente compartilha valores, motivações, hábitos e práticas; torna-se receptor e emissor de informações, leitor, escritor e comunicador” (p.6).
“O uso das TIC na gestão escolar permite: registrar e atualizar instantaneamente a sua documentação; criar um sistema de acompanhamento e participação da comunidade interna e externa à escola por meio de ambientes virtuais; definir metodologias de avaliação adequadas e compatíveis com critérios democráticos e participativos; trocar informações e experiências com a comunidade, identificando talentos e potencialidades que possam contribuir com a evolução conjunta de problemáticas tanto da escola como da comunidade; discutir e tomar decisões compartilhadas” (p.7).
“Assim, gestores escolares terão informações disponíveis que lhes permitam identificar problemas e buscar alternativas de solução por meio do diálogo; selecionar e articular informações que tragam subsídios à tomada de decisões; acompanhar em nível macro as ações desenvolvidas tanto no âmbito administrativo quanto pedagógico, de modo a adquirir uma visão do todo da escola; identificar e incentivar as ações inovadoras e criar uma rede de comunicação que possa favorecer a constituição da escola como u
Anuncia-se um novo tempo, cabendo a cada educador, seja gestor ou professor, participar de processos de formação continuada e em serviços que criam a oportunidade de formação de redes colaborativas de aprendizagem apoiadas em ambientes virtuais para encontrar, no coletivo da escola, o caminho evolutivo mais condizente e promissor de acordo com a identidade da escola e com o contexto em que se encontra inserida” (p.9)
3) Comentários:
          A autora cita algumas ideias dos benefícios do uso das tecnologias de informação e comunicação - TIC no qual concordo que esse é um recurso que transformador e que poderá provocar motivação e uma melhor aprendizagem aos alunos. Alerta, porém que as TIC somente não resolverão os problemas educacionais, mas é um complemento que poderá ser incluído nas salas de aula e que é de fundamental importância a participação de todos envolvidos na educação escolar. Não adianta uma escola equipada se os profissionais não estiverem preparados para usá-los. Fala da importância da formação continuada e em serviço e da adequação do ambiente, onde todos poderão e deverão participar. Coloca o gestor como responsável pela implantação das TIC na escola e que este também deverá estar incluso na formação. O coordenador articulará ações pedagógicas e administrativas criando comunidades colaborativas interligando a sala de aula com o mundo exterior. Importante alerta quando a autora reforça a ideia da responsabilidade de participação individual nos ambientes virtuais, mas com possibilidades de crescimento coletivo. Percebe-se a importância do uso das TIC para que possa visualizar os problemas de cada escola e em conjunto buscar saídas e soluções. A busca de soluções compartilhada reforça a importância de uma gestão democrática no processo educacional.

4) Questionamentos:
            É indiscutível o valor das tecnologias de informação e comunicação - TIC para todos e principalmente para os alunos e professores. Presenciamos nas escolas uma motivação extra dos alunos em participar das aulas onde são utilizadas as tecnologias existentes como as máquinas no laboratório, o uso do datashow, mas alguns professores não os consideram importantes, acham que é divertido para os alunos e, portanto desnecessário. É incompreensível este embate entre professor e estudantes. As aulas devem ser “chatas”, pois os alunos são “chatos”. Rubem Alves numa entrevista declarou que os professores não sabendo como lidar com a indisciplina dos alunos tiram notas, reprovam. Focamos este ponto por considerar que além da formação continuada e em serviço dos profissionais é preciso melhorar as relações interpessoais no interior das escolas. É preciso abrir este parêntese para reflexão, pois para os professores, generalizamos aqui, por considerar que eles são maioria, ainda não estão preparados para ministrar uma aula agradável, usando os softwares sociais, os tabletes, os laptops, os celulares pessoais, onde os estudantes se sintam motivados e aprendam e os professores menos cansados e estressados. É possível construir uma escola tecnológica e afetiva?

Ergina da Silva Lima

terça-feira, 9 de julho de 2013

Fichamento 1 - Funções e papéis da tecnologia

Universidade de Brasília - UnB
Curso de Especialização em Gestão Escolar
Disciplina: TIC, inovação educacional e gestão escolar Professor/autor: Pedro Ferreira de Andrade
Professora Tutora: Maria Paula Vasconcelos
Cursista: Ergina da Silva Lima – Turma B
FICHAMENTO nº 01
VIEIRA, Alexandre Thomaz. Funções e Papéis da Tecnologia na Gestão Escola. São Paulo, PUC-SP, 2004. Disponível em: http://www.eadconsultoria.com.br/matapoio                                         /biblioteca/textos_pdf/texto01.pdf > Acesso em:  29/06/2013.
RESUMO
           O autor analisa como a tecnologia poderá contribuir com os gestores e abre uma discussão sobre conhecimento, dado e informação. Sustenta a ideia de que o sucesso dos projetos escolares depende em conhecer a real necessidade de cada instituição, o que a escola precisa, o que lhe é  disponível e o que se pode construir com cada um. Vieira (2004) define quais os procedimentos que os gestores deverão adotar para a obtenção de conhecimento. Retrata também as fases consideradas relevantes para a implantação das tecnologias de informação (TI) nas escolas.
02) Citações principais do texto
“ Sabemos dos vários benefícios que a tecnologia pode gerar no trabalho pedagógico com o aluno” (...) “Sabemos também que esse trabalho só se concretiza quando o professor domina os conceitos e as práticas com a tecnologia, transpondo-os para o seu trabalho pedagógico e aplicando-os no cotidiano da sala de aula” (p. 1).
“ O grande problema em foco da gestão escolar é saber como a tecnologia pode ser um grande aliado da equipe de direção e coordenação da escola” (p.1).
“Conhecimento não é dado nem informação, embora ambos estejam relacionados. A confusão entre dado, informação e conhecimento gera enormes gastos de tempo e dinheiro em projetos que nem sempre são adequados para uma certa instituição. O sucesso ou o fracasso organizacional depende, muitas vezes, em saber de quais deles precisamos, com quais contamos e o que podemos fazer com cada um” (p.1).
“Os dados são conjuntos de fatos distintos e objetivos, relativos a eventos” (p. 1)
“Informação, na forma de documento ou de uma comunicação audível ou visível, é uma mensagem. (...) No entanto, para ser considerada informação a mensagem precisa ser aceita pelo receptor, pois se ele a julgar desprovida de sentido, ela não será considerada” (p.2).
“Computadores podem ser grandes aliados dos gestores na transformação de dados ou informações. No entanto, raramente podem ajudá-los no que se refere ao contexto que permitem dar um sentido aos dados” (p. 3)
“ O conhecimento tem caráter humano e é mais amplo, mais profundo e bem mais rico do que os dados e as informações. Quando nos referimos a indivíduos, podemos falar que são esclarecidos, informados e que têm conhecimentos sobre um determinado assunto, o mesmo não se pode dizer de manuais e livros. Esses últimos podem estar repletos de informações, mas não de conhecimentos” (p.3)
“Conhecimentos derivam de informações, da mesma maneira que informações, derivam de dados. A capacidade de transformar informação em conhecimento não pode ser realizada por uma máquina, sem a interferência da mente humana” (p.4).
“Se pretendemos ter um ambiente com tecnologia em que o conhecimento possa fluir constantemente, temos que criar condições para que um determinado conhecimento possa ser acessado, seja por meio de relações diretas (presenciais ou virtuais) entre pessoas que os detêm” (p.5)
“A criação de um ambiente informatizado, que tenha como objetivo gerenciar dados e informações para permitir a criação e melhoria de conhecimento sobre os processos da escola requer de nossa parte, muito bom senso” (p.5).
“A criação de ambientes informatizados na organização para apoio à gestão do conhecimento deverá considerar os processos pelos quais são feitas as trocas de informação e a cultura de colaboração existente. (...) A prática de trabalho dos professores, geralmente isolada nas salas de aula, dificulta sobremaneira a criação de uma cultura de colaboração. Por isso, há necessidade do gestor planejar a existência de momentos de troca de experiências entre professores e funcionários” (p. 6).
“ (...) Quando um sistema é implementado em culturas organizacionais previamente estabelecidas, a forma pela qual as informações são organizadas e produzidas interage com a cultura já existente, criando situações que resultam em sintonia e reforço ou em dissonância e oposição. Tudo isso aponta para a necessidade de clareza e coesão da equipe sobre os objetivos pretendidos pela organização” (p.8)
3) Comentários:
Segundo o autor a tecnologia pode gerar benefícios pedagógicos aos alunos, porém se faz necessário que o professor domine os conceitos e as práticas tecnológicas. Acrescenta que o problema maior da gestão escolar é saber como utilizar a tecnologia. Percebe-se entre os muros da escola certa angústia  dos professores e gestores no domínio da tecnologia, não possuem  teoria e nem a prática. Os alunos não têm o conhecimento conceitual, porém dominam a prática com habilidades. Esse é um impasse escolar. Os professores tidos como os detentores do saber, se vêm numa posição desprivilegiada. Como manter o poder sobre seus alunos se estão despreparados para enfrenta-los. Para evitar o confronto afastam-se do uso da tecnologia, optam pela praticidade e domínio provocados pelo quadro e pincel. Afundam-se nas cópias enfadonhas, nos resumos sem direcionamentos e na falta de debate. Houvesse mais abertura, os professores e gestores poderiam utilizar dos conhecimentos dos alunos para uma aprendizagem dialógica e horizontal, proposta pelo educador Paulo Freire, onde professor aprende com os alunos e vice-versa.
            Percebemos através do texto de que é possível construir uma escola tecnológica, voltada para os anseios dos alunos. Para tanto é preciso que cada instituição detecte suas lacunas e interfira com ações apropriadas. Para tanto é preciso ter bom senso, planejamento, organização, conhecimento e foco de combate. Cada gestor deverá articular para que a tecnologia não seja levada até os alunos de forma individualizada, mas na participação de todos.
4) Questionamentos:
            A tecnologia se faz presente nos centros urbanos e timidamente nos interiores. Para que amplie a ideia de uma educação inclusa e sem fronteiras é preciso investir mais em educação, em salários dos profissionais para que estes possam ter acesso aos meios tecnológicos. A formação continuada desses profissionais poderá ocorrer através da sua valorização. Apenas as máquinas existentes nas escolas não são suficientes para atender a todos profissionais. Como aprender a usar e inovar o ensino se além da motivação intrínseca, falta a motivação externa e esta não depende dos profissionais? É possível discutir a importância das Tecnologias de Informações e Comunicações (TIC) para a melhoria do ensino, se nas nossas escolas públicas faltam o mínimo necessário para o bom andamento da aprendizagem... cadeira, merenda, afeto, diálogo. Sonhemos, pois ainda é o que podemos realizar.
Ergina da Silva Lima